As férias! Desculpem pela empolgação… Apenas não tenho motivo para estar menos empolgado do que isso. Lembro até hoje quando fiz meu primeiro post nesse blog (que não é atualizado mais com tanta freqüência). Inseguro e apressado eram as duas palavras que me definiam naquelas primeiras linhas. Comecei a princípio falando de mim, depois incrementei e até postei partes de um conto no qual eu escrevia (e ainda aguardo minha mente dar continuidade). E bom, para quem está se perguntando o por que ou sobre o quê será esse post, a resposta é simples: As férias!
Sim, alguns já estão aproveitando-as, outros como eu, estão (E como estão!) se preparando para elas. Claro, logo nota-se que os preparativos são diferentes daqueles que antecedem o verão. As academias não ficam lotadas com a sede desenfreada do halterofilismo e as garotas não se sujeitam a bronzeamentos artificiais pra estarem naquela “corzinha” pra quando chegar o descanso. Mas ainda sim, as férias do meio de ano tem um gostinho especial. Para alguns, vem com um friozinho espetacular. Para outros vem com um clima tropical. Para outros apenas simboliza aquele merecido descanso do trabalho ou do colégio/faculdade. Para alguns significa ver os parentes que não se tem notícia há séculos. E para alguns poucos casos significa rever ou ver aquela pessoa que você aguarda há tempos. E vocês? Como estão se preparando? Eu particularmente estou em um clima meio… Como posso dizer? Frenético.
A pressa de tentar não se embolar com as provas finais do colégio se mistura com o já enrolado projeto da famosa feira de ciências, e termina na mais temível (mas ainda sim, prazerosa) ansiedade da espera. Sim, como poucos, mas já suficientes, sabem, estou apenas aguardando uma pessoa chegar. E claro, não poderia faltar nesses poucos dias que antecedem isso, momentos dignos de ‘Diego’. Não entrarei em detalhes, apenas por conta da minha curiosidade excessiva e boba, posso afirmar que criei sem querer um clima tenso entre os dois. Deixei a entender que não confiava nela ou outras coisas que ela pode ter pensado, sendo que ela é a única pessoa em que realmente deposito tanta confiança e tento transmitir o mesmo. Sabe aquela pessoa em que você pode olhar nos olhos dela, seja por foto ou pessoalmente e afirmar que todos os seus problemas se tornam distantes e pequenos ao menos naqueles segundos? Pois é, é assim que eu me sinto quando fico vendo fotos dela e me arrependendo apenas de não tê-la conhecido antes. Sabe aquela pessoa em que você para e olha no espelho, dizendo “Cara, como você mudou da água pro vinho”. Pois é, eu mudei com o tempo. Frieza e o famoso bordão “tanto faz”, simplesmente não faz mais parte do meu cotidiano. E eu me sinto feliz assim. É óbvio que há tempos atrás nem passaria pela minha cabeça escrever tão abertamente sobre alguém, da forma que escrevo hoje. Sequer cogito a possibilidade de magoá-la de propósito, mas infelizmente estou longe da perfeição. Sim, desde pequeno sou curioso, embora minha impulsividade tenha aparecido um pouco mais agora pelo simples fato de ser algo tão bom que às vezes não sei ao certo como agir, e coloco os pés pelas mãos. Não, não tenho vergonha de dizer isso, admito que sou desastrado. Não encaro isso como infantilidade, pelo contrário. Sei que tenho defeitos e qualidades e é com a ajuda dela que venho moldando-os da melhor forma possível. Falo sem pensar com ela, pergunto sem pestanejar, não meço conseqüências e por vezes acabo me colocando em situações cabulosas ou estragando sua tarde ou minha noite no colégio, me preocupando e confundindo o nome da professora com o dela enquanto minha cabeça vagava na hora da explicação de trabalho e meu rosto corava. Nessas horas só me resta colocar a mão no rosto e rir de mim mesmo como o resto dos alunos fizeram. Mas não pude rir ou fingir que nada acontecia quando deitei a cabeça no travesseiro e percebi que ainda tava com o pensamento nela. Quero apenas poder recebê-la com aquele beijo caloroso e lhe abraçar forte sem lembrar dessas besteiras que faço e não deixar mais que esses atritos bobos causem esse tipo de coisa. Quero poder rir quando for chamado de trouxa como vejo que muitos casais são chamados pelo simples fato de aguardarem pacientes por um momento bom. Ou de vê-la rindo ao me ver com o rosto lambuzado com sorvete (alguns engraçadinhos dizem que não faço isso sem sujar toda a cara) ou ainda sim com muito esforço, tentar rir quando você certamente me zoar com minhas canelas cabeludas ou meus pés felpudos como você disse (o pior é que agora também acho graça ao vê-los…). Ah, e claro, quero também deixar de forma bem explícita aqui que realmente minha paciência tem um limite curto quando se referem de forma tão banal a mim, a ela ou a qualquer coisa que me diga respeito. Ser homem não é sustentar um vício qualquer ou se gabar no fim de uma festa. Vai muito além disso.
Enfim, quero mesmo é poder chama-la de minha ruiva pessoalmente e comprovar as barbaridades que dizemos naquela janelinha que se falasse, nos colocaria em maus lençóis. Vejam que interessante, mais uma vez eu falei de mim! Antes que me chamem de egocêntrico e os poucos que lêem isso aqui abandonem meu blog, vou indo nessa.
Para aqueles que tiveram paciência de passar aqui mais uma vez, desejo ótimas semanas de férias, aproveitem o máximo que puderem da forma que lhes convém. Aqueles que já estão de férias, digo o mesmo. E para aquela que não tenho mais a vergonha que eu teria antes, de afirmar algo sobre ela na frente de todos ou de ser zoado pelos amigos por conta disso… Apenas um rosto avermelhado quando terminar de ler, e um ‘Eu te amo’ orgulhoso por tê-la em minha vida e por ser quem você é.
Um grande abraço a todos, Sentirei saudades.
Até depois das férias!
Diego Dias
