Ah! Quem diria que eu estaria de volta após tantos meses distante de tudo isso. Foram tantas as coisas, tantas coisas boas, outras nem tanto…
Coisas que me mantiveram distante do blog e outras que me motivaram a voltar. E é para falar de uma delas que venho às vinte e três horas e quatorze minutos dessa cansativa e maçante quarta-feira (Ok, eu sei, não mudo o detalhismo infernal) escrever para vocês.
Amizade. Sabe o que significa? Segundo o dicionário seria um sentimento de simpatia recíproca entre duas ou mais pessoas. Está certo, mais vale acrescentar algo nessa explicação resumida (e chata) que nossos amados livros nos trazem. A melhor forma de fazer isso é lembrar de como nos sentimos quando estamos com aquela pessoa que enchemos a boca para chamar de amigo(a).
Ficamos felizes ao vê-los, preocupados ao perdê-los de vista, com medo ao acobertá-los, furiosos ao sermos contrariados por eles e sentimos o pior dos sentimos ao deixá-los, a saudade.
Ao lado da nossa casa, do outro lado da cidade, em outro Estado, do outro lado do mundo, pessoalmente ou até mesmo virtual. A forma, a distância ou o modo pelo qual mantemos contatos sequer tem uma real importância se comparado a o que somos ou nos tornamos quando estamos juntos. Creio que compreendi isso tão recentemente quanto tomei a noção de que não estaremos mais juntos daqui a alguns dias. Não estranhem, estou me referindo a uma pessoa que se tornou bem mais do que eu imaginava que poderia ser. Uma companheira de trabalho tão justa e ao mesmo tempo tão leal que com o tempo acabou virando meu real (e único) refúgio em um ambiente que ocasionalmente tem perdido quase que todo seu encanto. É interessante e confesso que um tanto amargo pensar que daqui a alguns dias vou estar lembrando sozinho dos bons momentos em que passamos gargalhando e fazendo palhaçadas que até os piores dos comediantes repudiariam. Mas também será (e já está sendo) gratificante lembrar dos momentos difíceis e de imenso nervoso e ansiedade, em que tive um apoio quase fraternal de sua parte. Será imensamente prazeroso lembrar dos debates sobre os mais diversos assuntos. Ah, mas será difícil não sentir uma pontada de remorso por não ter aproveitado mais de cada conversa, de cada sorriso, de cada implicância diária…
Definitivamente deveria existir alguma lei do tipo “Não faça amigos, você pode deixá-los”. E nessas duas últimas semanas, espero sinceramente que o tempo demore um pouco mais a passar, para que não saiamos com um pingo de arrependimento por alguma risada não solta, por um deboche não dito ou por um simples olhar não apreciado.
Isso não é nem metade do que pode ser acrescentado quando uma pessoa pergunta em alto e bom tom para você, o que é amizade. Isso é apenas o que eu consigo dizer sem tropeçar em palavras. Mas é mais do que óbvio, que amizade vai muito além de qualquer compreensão. É como a vida e a morte, não podemos compreendê-las por completo, mas devemos estar atentos para reconhecê-las e aproveitarmos ao máximo o que temos em mãos.
Não sei se era exatamente o que esperavam por um post de reabertura, mas com mil pedidos de desculpas, esse post teve uma homenageada em especial. Apenas uma.
E é dessa forma que me despeço por hoje, prometendo sem dedos cruzados que dessa vez farei o máximo possível para não deixar isso aqui jogado às traças. Em breve postarei um novo projeto e tentarei dar continuidade ao antigo.
Um grande abraço a todos
e
Um grande beijo para uma grande amiga